Afinal, o que é mesmo design thinking?

Fala-se muito sobre design thinking, mas o que realmente é.A visão do escritoe do livro design thinking e algumas reflexões sobre o tema.

imagem internet

Este ano na HSM Management novamente falou-se muito sobre Design Thinking. Se no ano passado esteve presente Thomas Lockwood da DMI – Design Management Institute e autor do livro Design Thinking, em 2011, falando sobre o tema esteve presente, não menos importante e presença atuante no Brasil, Tennysson Pinheiro, sócio diretor da LiveWork/Brasil, onde o tema é constante e fundamental nos jobs desenvolvidos por eles.
Mas, afinal, o que é design thinking? Muito se fala a respeito e de fato tudo aponta para que seja uma das grandes tendências, já em curso, para o desenvolvimento de produtos, serviços, inovações de forma geral.

Designer thinking  é um processo para buscar de forma prática e criativa, a solução de problemas e questões que precisam de um resultado melhor no futuro. Combina empatia, criatividade e racionalidade para encontrar as necessidades reais do cliente. Está intimamente ligado ao envolvimento das pessoas, a co-criação e a renovação.

Pode-se dizer que esse processo utiliza como “matéria-prima” a forma de pensar, de conduzir um raciocínio de um designer. O designer está preocupado com o impacto emocional que sua criação vai provocar, é criativo, causa empatia, promove experimentações.. Ao aliar esse aspecto ao aspecto racional de uma pessoa voltada para os negócios, você tem o designer thinking, possibilitando soluções mais eficientes e efetivas.

Com isso pretende-se atingir o objetivo principal, que é o que foi citado acima, encontrar soluções criativas e inovadoras, que satisfaçam plenamente uma necessidade do cliente. Necessidades não percebidas, porque o próprio cliente não se deu conta.

Lockwood cita como exemplo um case da Procter & Gamble no início da empresa. O objetivo era lançar um novo modelo de escovão e através de pesquisas perceberam que as pessoas gastavam em média 45 minutos para lavar o chão. Após discussões e diversas reuniões, descobriram que eles gastavam mais tempo para limpar o escovão do que para limpar o chão, ou seja, a real necessidade do consumidor era ter um produto que fosse fácil de limpar e não apenas com um novo layout. O produto também não tinha que ser ultra-eficiente para otimizar o tempo da limpeza, o simples fato de ser mais fácil de limpar já possibilitava o ganho no tempo e muito mais benefícios ao usuário. O consumidor não tinha prestado atenção a isso, porque ele nem ao menos havia percebido, e por isso nem mencionava nada respeito.

Ah sim, agora ficou mais claro. Mas, como isso está presente na comunicação, na marca. Essa forma de construção pode ser utilizada para agregar valor à marca, aumentando o Brand Equity, desde que este seja um dos objetivos do design thinking e que seja focado na marca. Outras possibilidades seriam o foco no produto (como o exemplo acima), o foco no operacional, no estratégico, etc.

Há uma entrevista bastante interessante de David Keller, o fundador da IDEO, uma das empresas com maior renome quando falamos em inovação de produtos e serviços. Acessem o link e confiram:  https://sites.google.com/site/wyndowe/iinnovateepisode3:davidkelley,founderofideo

Fonte: administradores

Anúncios